Blog de Criação de Roteiros
Publicado em por Courtney Meznarich

Apaixone-se por estes roteiristas de filmes românticos

Ame-os ou odeie-os, os filmes piegas de amor vieram para ficar. Se você os adora ou odeia docinhos em formato de coração, existe algo especial sobre os roteiristas que tocam nossos corações por meio de histórias de encontros entre almas gêmeas. Os roteiristas de romances a seguir encontraram seu lugar no coração de milhões de espectadores ao redor do mundo.

Mantenha seu lugar na fila, roteirista! Estamos chegando perto de lançar o software SoCreate Screenwriting para um número limitado de testadores beta. , sem sair desta página.

Casablanca

"Com tantos bares no mundo, ela tinha que aparecer justamente no meu?"

Rick Blaine, Casablanca

O que é uma história de amor sem um grande final? Casablanca, um dos maiores romances de todos os tempos, quase ficou sem conclusão.

"Quando começamos, não tínhamos um roteiro finalizado", afirmou o roteirista Howard Koch. "Ingrid Berman (Isla Lund) veio até mim e disse: 'Qual homem eu devo amar mais?' E eu lhe disse: 'Não sei… Finja amá-los igualmente'. Veja, nós não tínhamos um final, portanto, não sabíamos o que aconteceria!" (Hollywood Hotline, maio de 1995).

Juntamente com os roteiristas e irmãos gêmeos Julius J. Epstein e Philip G. Epstein, os três eventualmente elaboraram um final. Na história, um expatriado exaurido que administra um clube noturno no Marrocos decide proteger uma ex-amante e seu marido dos nazistas quando o casal aparece em seu estabelecimento. No final, ele precisa tomar uma decisão dolorosa.

Incrivelmente, os irmãos Epstein e Koch jamais trabalharam no roteiro em uma mesma sala em conjunto. O roteiro é baseado na peça (jamais produzida) "Everybody Comes to Rick's", de Murray Burnett e Joan Alison.

Titanic

"Não vou soltar você, Jack. Não vou soltar você."

Rose, Titanic

Embora trágico, Titanic é uma história de amor de proporções épicas. Semelhante a Romeu e Julieta, uma jovem aristocrata se apaixona por um artista pobre a bordo do malfadado navio de cruzeiro em sua viagem inaugural. Porém, há narrativas menos óbvias nesta obra-prima de 1997 por James Cameron que inicialmente atraíram os executivos da Paramount ao roteiro.

"Era uma ótima história de amor, com uma mensagem subjacente sobre empoderamento feminino", afirmou Sherry Lansing, CEO da Paramount Pictures à época, em entrevistas passadas sobre o filme. "Rose [Kate Winslet] era forte e combativa desde o início – ela é uma mulher independente que deseja se libertar de sua classe para ficar com o homem que ama [Leonardo DiCaprio]. As pessoas subestimavam a força desses personagens e suas características altamente diferenciadas".

Cameron, que escreveu e dirigiu o filme, quebrou recordes de bilheteria e ganhou 11 prêmios do Oscar – muito diferente de seus agitados anos iniciais como roteirista e diretor. Após largar a universidade, Cameron se tornou motorista de caminhão para financiar sua ambição de ser roteirista. Ele foi demitido de seu primeiro emprego como diretor em 1981 e não obteve muito sucesso até escrever e dirigir O Exterminador do Futuro, em 1984.

Sintonia de Amor

"Você toma milhões de decisões que não significam nada. E, um dia, você pede comida para viagem, e isso muda sua vida."

Annie Reed, Sintonia de Amor

Da mesma forma que seus personagens no filme romântico Sintonia de Amor, o roteirista Jeff Arch havia desistido de fazer o destino trabalhar a seu favor. Ele acreditava que seria um roteirista profissional, mas, depois de quatro roteiros empacados e uma tentativa malsucedida na Broadway, ele se sentiu oprimido. Demorou alguns anos para que ele chegasse à sua grande inspiração.

"Virgínia. 1990. Tenho trinta e cinco anos, sou casado e pai de dois filhos pequenos. Ninguém perguntou, mas tive uma ideia para uma história de amor na qual dois personagens principais sequer se conhecem até a cena derradeira – porém, quando isso ocorre, eles o fazem no topo do Empire State, no Dia dos Namorados", afirmou em uma entrevista ao Go Into the Story. "Eu o chamei de Sintonia de Amor, e sei que ele será um tremendo sucesso. Posso sentir isso."

Juntamente com Nora Ephron e David Ward, Arch finalizou o roteiro, e o filme estreou aclamado pela crítica. Ele foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original em 1994, e ainda aos prêmios de Melhor Ator, Atriz e Filme no Golden Globes desse mesmo ano.

WALL-E

“Wwww-aaaa-leee…”

EVE

“Eee-vah!”

WALL-E

O aspecto brilhante do roteiro de WALL-E, uma produção da Pixar Animation Studios, é o fato de ele apresentar poucos diálogos entre os dois personagens principais. WALL-E é uma história de amor melancólica sobre um robô solitário que foi deixado para recolher lixo na Terra do futuro, e cujo único amigo é uma barata – até a chegada de EVE. A história ganha vida através das interações entre os personagens, e o espectador rapidamente se encontra em uma história de amor robótica tanto emocionante quanto triste.

O roteirista e diretor Andrew Stanton (Vida de Inseto, Toy Story, Procurando Nemo, Monstros S.A.), juntamente com Peter Docter (Up - Altas Aventuras, Divertida Mente) e Jim Reardon (Detona Ralf, Zootopia), imaginou o enredo, o qual alguns afirmam possuir uma temática de ambientalismo subjacente. Porém, Stanton disse que a história de amor não foi originada daí.

"Ei! Podíamos fazer uma ficção científica", afirmou Stanton sobre suas sessões de brainstorming com Docter e Reardon. "Que tal contar sobre o último robô na Terra?" … O personagem não tinha nome. Sequer sabíamos como seria a aparência dele. No entanto, esse era o cenário mais solitário de que eu tinha ouvido falar, e meio que adorei."

WALL-E ganhou o Oscar de Melhor Filme de Animação em 2009.

A Forma da Água

"Se eu fosse lhe contar sobre ela, o que eu contaria? Que eles viveram felizes para sempre? Eu acredito que sim. Que eles estavam apaixonados? … Tenho certeza que é verdade. Mas quando penso nela – Elisa – tudo o que vem à minha mente é um poema sussurrado por alguém apaixonado, há centenas de anos atrás. “Incapaz de definir a tua forma. Eu o vejo ao meu redor. Tua presença preenche meus olhos com teu amor, acalenta meu coração. Pois tu estás em todos os lugares.”

Giles, A Forma da Água

Em outra linda história de amor em que o diálogo dos personagens principais é inexistente, o roteiro de Á Forma da Água se concentra em uma faxineira muda e uma criatura marinha que se apaixonam sem sequer dizer uma palavra.

Da mesma forma, os roteiristas Guillermo del Toro (responsável pelo roteiro de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada; Hellboy) e Vanessa Taylor (Game of Thrones, Divergente, Everwood, Alias) também não conversaram durante a escrita do filme, exceto por algumas trocas de e-mails.

"Acredito que 50 por cento da narrativa está no storytelling audiovisual", disse Guillermo del Toro em entrevistas passadas. "Creio que o roteiro seja a base de tudo… Porém, ele definitivamente não conta o filme inteiro. Grande parte da narrativa está nos detalhes."

Taylor disse em uma entrevista que, assim que tomou conhecimento da visão de del Toro, ela se apaixonou pelo conceito.

"Quando cheguei à parte em que percebi se tratar de um conto de fadas, pensei: 'Fantástico!'. Os contos são realmente primários, e existe um motivo pelo qual continuamos contando os mesmos contos repetidamente", afirmou. "Acredito que as crianças têm uma reação a eles, e os adultos têm outra reação. Eles são profundos em termos das grandes emoções que despertam. Gosto do 'E se?' disso tudo."

Taylor e del Toro se inspiraram na história de A Bela e a Fera – sem o elemento de transformação – para escrever A Forma de Água.

A Bela e a Fera

"Quero me aventurar em algum lugar vasto por aí! Quero mais do que posso dizer!"

Belle, A Bela e a Fera

Neste clássico da Disney, um príncipe egoísta é amaldiçoado a viver como um monstro pelo resto de seus dias, a menos que aprenda a se apaixonar. Porém, além da bela jovem presa em seu castelo, esta história de amor era menos do tipo "donzela em apuros" do que os filmes anteriores de princesa da Disney.

A roteirista Linda Woolverton queria inovar as histórias de amor dos contos de fadas anteriores, e ganhou sua chance no roteiro para a animação A Bela e a Fera, da Disney. Ela disse que foi preciso discutir com os executivos durante o processo de escrita, para que pudesse contar a história da forma como a imaginou.

"Acredito que é possível falar dos problemas atuais através dos contos infantis ou míticos", ela afirmou em uma entrevista passada. "Então, essa foi minha luta, sempre afirmando que 'o público não vai mais gostar disso'. Veja todas as princesas da Disney anteriores [à Bela]. A Bela e a Fera é um conto de fadas, mas ela possui uma mente aberta e independente. Ela gosta de ler e de explorar as áreas abertas", afirmou Woolverton (Entertainment Weekly).

Woolverton começou a escrever para a Disney (Malévola, O Rei Leão, Alice Através do Espelho, Alice no País das Maravilhas) depois que um executivo do estúdio descobriu um de seus romances. Ela já havia escrito dois deles, ao mesmo tempo em que administrava uma companhia de teatro infantil.

Additional writer credits on Beauty and the Beast include Brenda Chapman, Chris Sanders, Burny Mattinson, Kevin Harkey, Brian Pimental, Bruce Woodside, Joe Ranft, Tom Ellery, Kelly Asbury, Robert Lence.

Os créditos aos roteiristas adicionais de A Bela e a Fera incluem Brenda Chapman, Chris Sanders, Burny Mattinson, Kevin Harkey, Brian Pimental, Bruce Woodside, Joe Ranft, Tom Ellery, Kelly Asbury e Robert Lence.

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